Algures na memória,
há uma porta que se abre por estes dias. Às vezes tento fechá-la com força, num
estrondo que abafe tudo o resto. Noutras deixo as lembranças vaguearem à solta,
sem castrações. Como se não fossem mais do que simples visitas de passagem, que
param para beber um chá quente e rapidamente seguem o seu caminho. Não sei como
se faz para não deixar morrer as memórias que tão depressa nos assolam como nos
confortam.
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