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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Constatações #5

Não, as grávidas não estão permanentemente em estado graça e felizes. Elas enjoam, têm insónias e mudanças súbitas e violentas de humor. E não adianta dizer o contrário. Sobretudo quando dormem cerca de 4 horas em média por noite. Intervaladas. E quando finalmente adormecem, alguém as vem acordar para dar recados que não são urgentes e que podiam ser ditos por telefone. Mais tarde. E depois volta a insónia e não adianta voltar a tentar dormir. Sim, somos um poço de doçura e encanto… quando conseguimos dormir. Por isso, por favor, não acorde a grávida. Perigo de explosão.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Note to self

Usar um funil da próxima vez que encher a almotolia.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mon Diê de la France, done mua la pacience…

Se hoje eu oiço mais algum prontUS, percebesteS, ouvisteS, Tas a ver? e outras muletas tais eu acho que não respondo por mim, mas também por todos aqueles que, não sendo conhecedores profundos da língua portuguesa, têm ainda assim um carinho especial pelo falar português de forma correcta e parto para a violência…

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dias assim

Gosto de celebrar o que me dá prazer. Seja um abraço sentido ou um momento em que me deixei envolver. Uma imagem que retive ou um texto que li e com o qual me identifiquei. Gosto de celebrar as cores dos que são meus, dos que já foram e dos que ainda espero (re)encontrar. Dos que me surpreenderam mas também dos que me desiludiram e me marcaram. Gosto de me deixar levar pela imaginação, de deixar espaços por colorir e significados por compreender. De brincar com as palavras, sentidos e interpretações. De ler um texto e atribuir-lhe uma interpretação diferente a cada leitura. Da liberdade que este espaço me dá. Gosto de personagens que se reinventam, que se renovam, caricaturais ou reais. De não saber o que o dia me vai trazer, o que o futuro me reserva e retirar do presente todo o sumo que consigo. De não fazer planos e apreciar a viagem. Gosto de segundos olhares, de aromas desconhecidos e paisagens de Outono. Do azul dos Açores, da imensidão do mar e dos silêncios partilhados. São gostos. Meus. Alguns apenas. E é neles que muitas vezes penso quando é mais difícil levantar pela manhã.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Das partidas e das chegadas

Dou frequentemente comigo a pensar que quando finalmente chego a algum lado, inevitavelmente começo nesse mesmo instante a partir para o próximo. É a chatice dos ciclos.
Hesitei se haveria ou não de te matar. Acabar contigo de uma vez. Ou se deveria antes perpetuar-te nesse imenso mundo virtual, suspenso no tempo. Mas sou uma criatura de hábitos. E bem sabia que mais cedo ou mais tarde haveria de cá voltar. Página fechada nesse capítulo vida, que outro entretanto teve início e eis que mais uma vez voltamos aos ciclos.
Vamos ver até quando ou até onde ou em que cores se escreve por aqui.

Continuemos, então, em direcção ao próximo porto.

domingo, 3 de julho de 2011

Dos (re)começos

Quando se começa algo que se gosta é muito difícil colocar um ponto final. Talvez seja por isso que prefiro as reticências…

Foto daqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

...

Estou farta.
Mesmo muito farta.
Fartinha.

F-A-R-T-A.
 
Foto daqui

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Gostos #1

Gosto de desenhos incompletos. Gosto de preencher os interstícios do tempo com as cores pelas quais vejo o mundo e o azul é apenas uma delas. Gosto da mistura dos traços decalcados com toda a força do lápis, aqueles que nem mesmo a borracha apaga, com traços finos, subtis, desenhados aparentemente ao acaso mas ainda assim colocados com um propósito, um significado, um sentido, como se não quisessem fazer parte do mesmo e que no entanto fazem falta quando apagados. Gosto desta imutabilidade volátil, fixa apenas no próprio instante e são tantos os instantes que compõem um olhar. Da percepção que não é óbvia, mas que se constrói, que se inventa, que abre as portas da imaginação e me permite colocar algo de meu, naquele instante, naquele preciso instante, impregnada com todos os sentidos que em mim habitam e que será diferente noutro qualquer espaço de tempo. São sempre reencontros saboreados que nunca se encerram.