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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Desta nova normalidade

Não tenho navegado na net, visto televisão ou ouvido rádio. Não sei bem o que se passa no mundo, quais foram as últimas catástrofes naturais ou humanas, qual o último escândalo mediático ou se o fim do Inverno está para breve. E não sinto falta nenhuma. Em compensação já estou atolada de trabalho, as horas passam e não dou por isso. Um corrupio de informação cruzada, picos de stress e muita coisa para fazer ao mesmo tempo. Um regresso a uma certa normalidade da qual eu já tinha muitas saudades. Sei que me esperam dores de cabeça, que haverá dias em que vou continuar a pensar em trabalho mesmo depois de já ter saído. Mas, por enquanto, por aqui celebra-se o fim de uma longa travessia no deserto com um grande suspiro de alívio e readquire-se, a pouco e pouco, a capacidade de voltar a fazer planos. A minha almofada é que anda triste, porque agora tem de falar sozinha...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Curtas

Comecei novo trabalho, numa área completamente diferente da minha. Estava no lugar certo à hora certa, num acaso que desta vez foi coroado de sorte. A 3 km de casa. Venho almoçar a casa todos os dias. Saio a tempo de ir buscar o miúdo. Colegas espectaculares e um ambiente de trabalho tranquilo. Espero que este seja o inicio de uma longa relação. Agora sim. Habemus serenidade.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Morrer na praia

A minha vida é isto...Eu devia mudar o meu nick para Anna Quase.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Round 3

Here we go again!
Amanhã vou à terceira fase de um processo de recrutamento. Espero que corra bem e que ambos (eu e empresa) estejamos dentro das respectivas expectativas. Se conseguir, a minha vida vai levar uma volta de 180º, muito próxima da vida de saltimbanco que tive em tempos.
Aguardemos, portanto, com tranquilidade.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Recomeçar

Voltar a um qualquer ponto anterior. Apagar o que medeia esse momento e o actual. Sentir que faz cada vez mais sentido voltar atrás. A vida não é uma linha recta e às vezes é preciso recuar, arrepiar caminho e largar lastro pelo meio. E aceitar que esse caminho, esse retrocesso, é tão válido como outro qualquer. Estou em vias de voltar atrás 5 anos e já há muito tempo que não sentia um entusiasmo tão grande perante uma decisão. Vou regressar aonde já fui feliz e descomplicar a minha vida. Vou regressar à minha primeira casa. Vou recomeçar.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

E porque não?

Não conheço Bruxelas e como apreciadora de bom chocolate, parece-me que se trata de uma lacuna que urge colmatar. Para mais, tenho uma predileção por causa impossíveis. Mais informações aqui.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E depois acordei

Há duas semanas atrás eu estava muito feliz. Tinha conseguido a vaga, naquela que seria supostamente a minha área de formação e, apesar do ordenado ser uma miséria, isso não me demoveu, já que pelo menos tinha voltado ao activo. A vida está difícil, tenho um puto para criar e contas para pagar. Contas feitas ao combustível e portagens, acrescida do agravamento da mensalidade no infantário (uma IPSS), pouco ou nada sobrava mas, lá está, estava de volta ao mercado de trabalho e isso para mim era o mais importante.
Mas depois veio a realidade. Afinal quando na entrevista falavam em acompanhar projetos relacionados com a minha formação, na realidade o que eles queriam dizer era fazer secretariado. Depois o horário de trabalho que pontualmente poderia ser excedido, afinal transformou-se em maratonas de 10h e 11h seguidas, já que há reuniões também durante o almoço. E ao fim do dia. E à noite. E deslocações a serem feitas no meu próprio carro, e embora possa ser ressarcida em termos de combustível, não em agrada andar a palmilhar o país, sempre que for necessário, num chaço com mais de 300.000 km. Mas até aqui eu ainda estava disposta a continuar.
Agora que estou mais integrada, vejo que o ambiente é muito mau. Já trabalhei com pessoas difíceis, com pessoas filhas da mãe, capazes de tudo para subirem na hierarquia, posições horizontais incluídas, com pessoas intragáveis no trato e até com pessoas perturbadas mentalmente. Mas é a primeira vez que assisto a terrorismo psicológico ao vivo e de forma reiterada. Telefonemas da chefia que duram uma hora apenas para gritar e desancar. Várias vezes ao dia. Todos os dias. E só consigo pensar “onde é que eu me fui meter…”
Não sei o que fazer…

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Carrocel de emoções #3

Consegui!!! Eu consegui!!!! EU CONSEGUI!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Verão de São Martinho

Pois parece que brilhei e consegui uma óptima nota, acima das minhas expectativas iniciais. Estou muito feliz!
E aproveitando essa boleia, surgem no horizonte perspectivas de um pequeno trabalho. A ver vamos, como diz o outro. Será que é desta que a minha sorte muda?

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Constatações #3

O mercado de arrendamento é um mundo louco. A vida está cara. Para todos. Manter um imóvel em condições implica investir na sua manutenção. Há IMI, seguros e condomínio para pagar, sem falar na prestação bancária de quem ainda o deve ao banco. Se um imóvel está bem cuidado, mobilado e pintado não pode valer o mesmo que um que esteja a necessitar de intervenção e por mobilar. Quando se assume que o valor é negociável, isso quer dizer que se pode baixar um pouco o valor da renda mas não que esta seja metade do inicialmente proposto. Mas há quem não entenda isso e considere que os proprietários devem ser a Santa Casa da Misericórdia e contribuir para um mundo melhor, arrendando pelo preço que o potencial inquilino está disposto a pagar, mesmo que isso seja um valor anedótico. Quando a contraproposta é recusada ainda questionam o porquê, mandam emails e batem à porta das restantes imobiliárias onde a casa está em montra. Há ainda quem negoceie o arrendamento para depois subalugar, achando que num meio pequeno onde toooooooooooda a gente se conhece isso nunca viria a saber-se. Sem esquecer ainda os que não têm rendimentos, nem dinheiro para a renda de caução nem fiadores mas ainda assim dizem que vão conseguir pagar e ficam ofendidos quando são recusados. Ok. Ingénua, mas não tanto. E ainda estrabucham e são mal-educados. Depois de 5 meses com a casa para alugar chego à conclusão que existe gente muito descompensada por aí. E uma grande parte dela está a tentar alugar casa.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Deste cansaço que não tem fim…

Nesta longa cadeia de acontecimentos que parece não ter fim, dou por mim sem saber para que lado ir, que opções tomar, com pouca convicção que o que quer que almeje, sonhe ou empreenda venha a correr bem. Nem sei bem quando é que deixei de acreditar que as coisas podem dar certo. Sou de colocar as raízes no chão e deixar voar as folhas e as sementes ao sabor do vento, mas à medida que as tempestades passam por mim a uma cadência mais rápida que a minha capacidade de regeneração, dou por mim a baloiçar cada vez mais, com cada vez menos certezas se as opções a tomar são certas ou se ainda me trarão mais amargos de boca. Sinto-me cansada, gostava que o mundo, as preocupações e todas as restantes urgências parassem por um tempo. Apenas o tempo suficiente para poder voltar a assentar as minhas raízes, descansar as pernas e voltar a desenhar sonhos. Mais triste do que não ter sonhos é sentir que estamos a perder a vontade de os criar sequer. Talvez mais tarde eu olhe para trás e veja que esta foi apenas uma fase muito má. Talvez volte a sonhar e a apreciar o tempo a passar devagar. Mas agora, e cada vez mais, o que me domina é este cansaço, este peso nos ombros, esta falta de vontade de sorrir e de olhar para o futuro de forma despreocupada e simples. Preciso novamente de tomar opções, de decidir rumos de vida e, se até aqui fui conseguindo levar a coisa com optimismo, neste momento não faço a mínima ideia de qual será o melhor rumo. A não ser que tenho forçosamente de tomar um. E rápido. E sinto as pernas tão cansadas…

terça-feira, 3 de março de 2015

Resoluções de Março Novo

Voltar a vestir a roupa que repousa no roupeiro. O caminho vai ser duro. Tal como o foi há 10 anos atrás. Nessa altura sumiram-se 17 kg. E ainda hoje me lembro da sensação maravilhosa de conseguir lá chegar por mim, para mim e apenas contando comigo. O mundo era meu e eu estava pronta para o conquistar. A fasquia agora está ligeiramente mais baixa. São 10 kg para abater. Mas eu sou resiliente. E paciente. E preciso de um desafio que dependa inteiramente da minha determinação. Que dependa apenas de mim e do meu esforço, sem factores externos a interferir, sem precisar daquela pitada de sorte. É muito fácil entrar numa espiral de pessimismo. Demasiado fácil e são demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo a puxar-me nessa direcção. Vamos então abrir as hostilidades. Venha a Primavera. Venham as caminhadas. Venha o Sol. Encontramo-nos por aí e eu comigo mesma.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Disto de sair do país

Neste momento podia ter uma vida material melhor se tivesse aceitado uma proposta de trabalho no estrangeiro. Mas seria para mim impossível viver longe do meu filho. Levá-lo comigo e perder a ligação aos avós e ao pai seria igualmente incomportável. Levá-los ambos comigo não se traduziria em melhoria financeira uma vez que iria para uma das cidades mais caras do mundo, onde a educação com o mínimo de qualidade apenas é possível no sector privado e a preços exorbitantes.
Para mim a emigração não é solução.
Sei que não seria capaz de suportar a distância e a ausência. É por isso que, sempre que sei que mais alguém das minhas relações emigrou, fico triste e não consigo deixar de pensar que se trata de pessoas grandes, maiores, capazes de segurar amordaçado o coração e aguentar a saudade do lado de lá do skype. Eu não sou capaz. Talvez tenha de comer o pão que o diabo amassou, ou talvez não possa proporcionar uma pequena parte do que sonhei para o meu filho, mas sei que, enquanto puder vê-lo acordar de manhã feliz, isso é e será sempre a validação desta decisão. Triste país este que obriga a tantas partidas e a tanta ausência. 
Merecíamos melhor.
Todos nós.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Só me falta o nariz vermelho

Por pensar que a palavra é algo que ainda tem valor.
Com esta idade já devia ter aprendido.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Esvaziar gavetas

Pensei que fosse diferente. Eu iria despedir-me de quem gostei verdadeiramente de trabalhar. Iria trocar endereços de e-mail e actualizar números de telemóvel. Marcaríamos um almoço de despedida ou uma jantarada. Iriamos recordar histórias antigas e repetir as piadas mutuamente conhecidas, até à exaustão. Falaríamos dos cromos que passaram pelo departamento, pela empresa, pela nossa vida. Voltaríamos às noitadas em frente ao computador, ao stress que acompanhava essas directas, às saudades de casa quando a vida era feita de malas às costas. Haveria um ponto final, definido, conhecido, partilhado.
Apenas não pensei que nos desmembrássemos assim, cada um por si, sem despedidas, abraços, ou votos de boa sorte. Hoje foi a minha vez de esvaziar as gavetas. E no fim não foram apenas as gavetas que ficaram vazias…

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Trabalhar em casa

Não é para mim. Nem para os que me rodeiam. Lá porque estou a trabalhar a partir de casa, isso não quer dizer que não trabalhe. Ou que tenha toooooooooodo o tempo do mundo para fazer tudo e mais um par de botas e que acaba por consumir por completo o tempo que eu tinha destinado para (pasme-se!) trabalhar (que ousadia!...). Pessoas do meu coração e que comigo convivem, já me custa ficar por casa, que eu sou uma criatura de exterior, sobretudo por alturas da Primavera e Verão. Custa-me ainda mais sabendo que este é o derradeiro desafio perante o qual sou colocada nas actuais circunstâncias e sabendo que muito do meu futurinho dele depende, mexe-me particularmente com o nerviosio miudinho que me estejam continuamente a solicitar para fazer coisas que poderiam perfeitamente ser feitas noutras alturas e que não seriam de certeza atendidas se eu estivesse a trabalhar na empresa. E agora que já tirei isto do meu sistema vou fazer pela vida, já que ela não anda a fazer por mim ultimamente.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A minha vida dava uma "soap opera"

Todos temos momentos que parecem tirados de um qualquer filme de segunda categoria, com um enredo simples e um final antecipado pelo próprio título do filme, mas que pelo meio é recheado de voltas e reviravoltas, a lembrar uma qualquer soap opera americana dos anos 80. Sabemos exactamente para onde a história nos conduz, mas ainda assim não conseguimos evitar sentir uma certa empatia pelos personagens e pela narrativa. Sofremos por eles, emocionamo-nos com eles, fazemos temporariamente parte daquela história, mesmo que conscientemente saibamos que não é suposto sentir um grau de identificação tão grande por um filme menor.
A minha vida laboral tem sido assim nas últimas semanas. Muitas peripécias que eu pensava não viver na primeira pessoa, por ser um enredo próprio de uma realidade distante. O argumento, embora ainda em adaptação, sugere um história simples, igual a milhares de outras que grassam por este pais empobrecido, mas com contornos e reviravoltas desgastantes e constantes. Eu, que sempre pensei saber guardar uma distância emocional segura entre trabalho e vida pessoal, vejo estas duas vertentes imiscuírem-se dia após dia. Tudo isto desgasta. Mói cá dentro. E a distância de segurança desaparece. Já não são os carros da empresa que são selados, ou as mesas penhoradas, é um pouco de ti que é carregado sem cuidado para um qualquer camião à chuva. É a informação e desinformação que circula ao longo dos dias. Palavras como comissão de trabalhadores, fundo de garantia salarial, incumprimentos, insolvência passam a fazer parte do teu léxico e das tuas preocupações. O tempo passa e nada se decide. O futuro será com certeza bem diferente da realidade que conheço mas enquanto o final esperado não acontece, terei de aprender a conviver com as reviravoltas de um enredo que me diz mais do que gostaria, sem términus à vista e para o qual já se sabe antecipadamente o desfecho.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ultimato

Os últimos actos são (quase) sempre tresloucados. Esperam-me, portanto, mais dias de loucura. Quando isto tudo acabar, não sei como irei conviver com a normalidade.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Crónica de uma morte anunciada #4

Hoje é o Dia I: Insolve ou não Insolve?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Crónica de uma morte anunciada #3

O que me chateia, o que me consome não é final que se prevê. É este limbo de indecisão. Este cai-não cai. Esta agonia lenta. É que nem o pai morre nem a gente almoça.