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domingo, 10 de setembro de 2017

Momento UAU!

Aquele em que descobres que és citada e que te dão os devidos créditos.
Ok, não é em publicações de referência, mas ainda assim dá gosto pensar que alguém, para além do júri, se deu ao trabalho não só de ler aquilo tudo como até achou relevante.

(as coisas que eu descubro quando pesquiso o meu nome no google)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A escolha da guerra

Finanças, Conservatória, EDP, Águas cá do burgo, solicitadora, Imobiliária, fiadores e Centro de Emprego.

Tanto pitéu para me entreter que nem sei por onde vou começar. Isto é que vai ser cá uma festa… As coisas deviam ser como no tempo da guerra de 1908 do Solnado. Tudo muito bem organizado, com horários compatíveis, e sempre entre amigos, que a malta não está cá para se fazer velha antes do tempo, nem para aborrecer ninguém. Voltei, portanto, à minha vidinha normal como facilitadora de situações urgentes e estuchas inadiáveis, com especialização aplicada em resolução de berbicachos e imbróglios abrangentes em matérias do domínio público-administrativo, encontrando-me ainda em formação intensiva em questões imobiliárias jurídico-enervantes.

E as saudades que eu já tinha disto, hein?

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Verão de São Martinho

Pois parece que brilhei e consegui uma óptima nota, acima das minhas expectativas iniciais. Estou muito feliz!
E aproveitando essa boleia, surgem no horizonte perspectivas de um pequeno trabalho. A ver vamos, como diz o outro. Será que é desta que a minha sorte muda?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Amanhã, esse grande dia

Em que vai acontecer uma de duas coisas: ou vou estar descontraída e fazer uma boa apresentação  de um trabalho que provavelmente será o derradeiro da minha digníssima e incompreendida carreira académica, ou vou enervar-me, meter os pés pelas mãos, atrapalhar-me com os slides, gaguejar e fazer uma triste figura. Eu, que nem me considero uma pessoa de extremos, tendo a oscilar entre estes pólos no que concerne a apresentações públicas, sobretudo as sujeitas a avaliação. Não há cá tons de cinzentos. Ou brilho ou é constrangedor assistir, por muito que depois me digam que não. Tudo depende do nervómetro.

Portanto amanhã, por esta hora, de uma maneira ou de outra, a coisa está acabada. Espero que com algum brilho…

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Retomamos a emissão normal dentro de momentos

Pois parece que, contra as minhas próprias expectativas (sempre achei que iria chegar uma altura em que simplesmente iria constatar que não ia ser possível acabar a tempo), tenho a minha dissertação pronta, já no forno da reprografia a ganhar cor, para ser entregue amanhã, um dia antes do prazo final. Depois vou guardar uma cópia da única edição de autor que farei em toda a minha vida, guarda-la muito bem guardadinha, junto ao diploma de curso, para juntos poderem conversar por toda a eternidade sobre isso de serem uns objectos muito lindos para compor prateleiras.

sábado, 19 de setembro de 2015

Quase, quase, quase, mas mesmo quase a acabar

Só falta a introdução, a conclusão, o abstract, tirar as duas últimas fotografias, formatar, passar quase um terço para anexos, rever,…


(a minha noção de "quase" é muito sui generis, admito) 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Há festa no condomínio

Vou reunir com os meus inquilinos, ambos os inquilinos de cima, mais os respetivos proprietários e o perito do seguro. Estou aqui indecisa entre levar cerveja e tremoços ou se visto uma armadura de combate.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

E por falar em novidade no Oeste

Preciso de chegar à fala com uma alta personalidade do executivo municipal. Estamos em pleno Agosto. Já me mudaram 3 vezes de extensão e já fiz um email fundamentar o pedido, incluindo as questões que quero debater. Gostava de mudar a ideia que tenho quanto ao atendimento municipal. Gostava mesmo muito, mas para já não vejo absolutamente melhorias nenhumas… Mas, lá está, eu ainda acredito (às vezes) no Pai Natal.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O cúmulo da procrastinação

Ficar à janela a cronometrar o intervalo de tempo entre descolagens dos aviões.
(mudar de poiso não está a ajudar...)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Outro peditório

Esta tese, mesmo que não seja concluída em tempo útil, foi decisiva para fechar um capítulo de vida. Depois desta saga dou por encerrada a minha vida académica, pelo menos no que a títulos diz respeito. Há um (dois?) ano(s) atrás, embalada por uma média elevada na parte curricular, ainda ponderei apostar num doutoramento. Agora só me dá vontade de rir quando penso nisso. Sou uma tonta. Se há coisa que a vida me tem ensinado é que há alturas em que é preciso deixar de bater com a cabeça na parede e aceitar que se calhar o caminho não é por aí. E o meu caminho não é por aqui. Falta-me a paixão, o entusiasmo para tentar fazer mais e melhor. Mas espera lá, Anna! Ainda há meia dúzia de post atrás dizias que não te arrependias de ter escolhido este caminho e agora estás com esta conversa? Vamos por partes. Adorei contactar com um conjunto de pessoas que tiveram a paciência e simpatia para me aturar, que perderam o seu tempo a conversar comigo. Isso, para quem não é propriamente uma tagarela, foi maravilhoso e serviu para me atirar para bem longe da minha zona de conforto. E senti-me algo especial por poder testemunhar pedaços de histórias de vida que me sensibilizaram. Pelo valor que dou a esses momentos, sim, não me arrependo de ter optado por fazer esta dissertação. Mas todo o processo de verter para o papel, com detalhe e rigor, toda a informação que entretanto se entranhou, solidificou, está a ser um parto muito difícil. Facilmente perco a meada entre o que é meu e o que li de outros, as fronteiras esbatem-se, misturam-se. Para mim isto é que é aprender. E eu gosto de aprender, de alargar horizontes, pensar em coisas que são novas para mim e desenvolver algum sentido crítico, mas depois há A tese. Com todo o formalismo, formatação, citações, fontes e … e eu já não tenho paciência para ir ver onde é que termina o que bebi de outros e onde começa o que é meu. E é aqui que eu constato que definitivamente não me vejo a fazer isto novamente ou em moldes quotidianos. Falta-me a arte, o engenho e sobretudo a paciência. Vamos ver se esta dissertação chega a bom porto. Mas mesmo que chegue, o próximo rumo será definitivamente diferente.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Constatações #4

O meu poder de síntese é inversamente proporcional ao meu cansaço.
(Já o stress costuma contribuir para aumentar o meu poder de síntese. Talvez não fosse mal pensado ir dormir e acordar lá para Setembro.)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Não tem preço

Ouvir uma “jovem” de 81 anos a falar das suas memórias e contar-me histórias sobre os teares de família os quais ainda hoje utiliza para fazer peças de tecelagem e que já vinham dos seus bisavós.

Encontrar pessoas que já tinha inquirido há mais de um ano e perceber que não só continuo nas suas memórias mas também sou alvo da sua simpatia e amizade.

Perceber que isto do património imaterial é algo que toca muito mais fundo às pessoas que ainda detêm estes saberes e que extravasa em muito tudo aquilo que fica documentado. E com isto perceber que tudo o que possa vir a concluir nesta malfada tese, ficará sempre muito aquém porque é-me impossível verter para o papel todos os sentimentos e memórias que emolduram a herança viva que estas pessoas transportam.

Sentir-me pequenina face à riqueza cultural que estes artesãos possuem, em particular dos mais idosos, e à sua dedicação em manter vivas tradições ancestrais, muitos deles em condições financeiras e de saúde extremamente difíceis.

Não sei se vou conseguir acabar a tese a tempo, mas mesmo que não o consiga, de uma coisa tenho eu a certeza: não me arrependo de ter escolhido este caminho. A riqueza destas gentes é incalculável e eu adorei poder conhecê-las um pouco mais e de viva voz. Tudo o que escreva sobre isto será sempre pouco, insipiente e incompleto. E eu, bicho-do-mato e normalmente pouco à vontade nestas coisas de interpelar os outros, transfigurei-me por completo com estas gentes, tal foi a empatia que senti. Não tem preço. Nem palavras.  

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cúmulo do optimismo

Achar que vou conseguir terminar a tese a tempo, quando faltam apenas 2 meses e meio para o fim do prazo, ainda só tenho cerca de 30% feito e o meu orientador já nem me responde aos emails.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Oiço vozes

Desta vez é a sério. É hoje que eu vou pegar na minha tese e refazer tudo. A sério! Não, não, é só mais uns minutos, estou aqui a ver uma coisa na net e vou já de seguida. Espera, deixa lá só espreitar mais isto. Eh pá, deslarga! Eu preciso só de encher a cabeça com lixo cibernético para depois estar mais motivada para esmiuçar aqueles artigos, não entendes? Sim, sim, já vou, já vou… Fónix!!! é já quase uma da tarde e não me disseste nada?! Porra, não se pode confiar em ninguém, nem mesmo na própria consciência… Olha, vou fazer o almoço e depois pego nisso. Eh, pá deixa-me da mão, já disse!

(Santa Engrácia devia ser a padroeira dos alunos de mestrado)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Três em um

1. Deixei de poder estacionar o carro em frente a casa. Tenho um monte de calhaus da calçada no lugar do carro.
2. Por indicação médica vou ter de dar doses cavalares de praia ao puto (oh, que chatice!)
3. Há quem sonhe com Lamborghinis roxos. Eu tenho pesadelos com a minha tese. Aliás, toda ela é um pesadelo. Limito-me a reviver o meu dia-a-dia durante a noite.
Num mundo perfeito eu levaria o puto à praia e, enquanto ele brincaria sossegadamente à beira da água, eu conseguiria avançar alguma coisa na dita. Da próxima vez que eu pensar em voltar a estudar, internem-me por favor.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Os palhaços e o circo

Anda tudo ao mesmo. “Não há dinheiro” dizem. Para se ter um ensino de qualidade é preciso recorrer a outras formas de financiamento. Por isso aumentam-se as propinas. “Não há dinheiro” insistem. Por isso recusam-se prorrogações de prazos para entrega de dissertações, ainda que as propinas já pagas incluam o período de tempo para o qual se pediu adiamento, e obrigando, por isso, a nova inscrição (e novo pagamento de propinas). “Não há dinheiro” reiteram. Para a instituição obter/manter a credibilidade junto dos seus pares é importante a apresentação de artigos em conferências. Por isso pede-se para serem os alunos a suportarem todas as despesas inerentes a esse processo, sem qualquer tipo de ajuda ou isenção financeira. O problema não é apenas a falta de dinheiro e de financiamento. O problema é que, andando tudo ao mesmo, há os que gostam de palhaçadas e os que preferem outro tipo de divertimento. E calha dar-se o caso de eu não gostar de ir ao circo.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Xi Patrão!

Este blogue anda mesmo aos caídos… Bom, vamos lá limpar o pó, passar a esfregona pelo chão e limpar as teias de aranha. Ando a precisar, novamente, de ter um poiso onde possa perder algum tempo a dizer coisa nenhuma, para bem da minha sanidade mental. ProntUS, já puxei de uma cadeira. Agora é só deixar a parvoíce sair, ou entrar, que isto da vida é tudo muito relativo e depende sempre do ponto de vista do parvo (parva, neste caso) em causa. Prevejo a aproximação de tempos em que a qualidade e originalidade do discurso vai variar entre o mauzinho e o sofrível, decaindo para o medíocre nas alturas em que sentir que estou claramente a descompensar. Mas, que andas tu a fazer, Anna Blue, que te leva assim o discernimento? Bem, para além de estar a trabalhar 10h por dia, ter a tese de mestrado para escrever, pretender ser um membro desta família minimamente presente e ainda conseguir a proeza de não deixar acabar as meias e cuecas limpas*, basicamente tento dormir. Mas como ando à base de cafés e muito stressadinha da silva, para além disto tudo ainda tenho insónias. E o que faz uma pessoa com insónias? O que é? O que é? Ora bem, vai limpar qualquer coisa, só assim naquela de cansar mais o esqueleto e dormir melhor. E prontUS! Com este maravilhoso final, faço a ligação com o início do post e dou por concluída a primeira parte desta trágico-comédia. À suivre...

*(e a fineza deste post que na mesma frase junta mestrado, meias e cuecas, hã?)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Silly season - parte 1 (cheira-me a sequela)


Pois pelos visto vira o ano e toca ao mesmo. E sai mais uma chamada às finanças para justificar o que não me compete justificar. Eh pá, gente, a sério?! Voltamos à conversa do ano passado? Again?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Alice e eu

O problema das fantasias é que nunca passam para o plano real. E eu fantasio muito. Fantasiei que iria andar entusiasmada com o mestrado. Que iria adquirir bases de conhecimento em áreas que não domino, que iria ser desafiada a levar mais além os conceitos que eram abordados nas aulas, que me iriam ser mostradas novas linhas de investigação e por aí fora. Depois vejo professores com erros nas apresentações, a confundirem alhos com bugalhos e a darem o dito por não dito. E eu fico chateada. Muito chateada. Porque me sinto enganada, ainda que a fantasia tenha sido minha. E agora? Deito fora quase um ano de propinas e combustível que tanto me custou a suportar? Avanço para dissertação mas sabendo que provavelmente não irei tirar grande partido disso (e pagando mais um ano de propinas?) É certo que se trata do primeiro mestrado deste tipo em Portugal, mas talvez por isso mesmo as coisas deveriam estar mais articuladas, definidas e sobretudo conceptualizadas. E eu que até era um pouco leiga nestas matérias acabo por andar a corrigir pps.
Fico chateada, pois com certeza que fico chateada.

sexta-feira, 15 de março de 2013

À procura da nave

Primeiro incentivam-me para ir assistir a um seminário em Mirandela (que é já ali). Depois desafiam-me para participar nas comemorações da Caldeira do Faial. O meu aspeto deve ser substancialmente melhor que a minha conta bancária, só pode. E eu a pensar que ando com má cara.