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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Equilíbrio


Talvez no final de contas tudo se resuma a uma questão de equilíbrio. Podemos ser o que quisermos, da forma que quisermos, desde que estejamos em equilíbrio. Acomodar as diferenças e as discrepâncias entre camadas que façam sentido. Ainda que aparentemente assim não seja. E fazer este exercício todos os dias, não por necessidade de criar um momento solitário, prenuncio de uma qualquer epifania, mas sim porque é desta desconstrução e simplificação que se consegue percorrer o caminho entre aquilo que é esperado e o que é de facto vivido.
Neste ainda curto caminho, aquilo que é o meu farol no meio de todas estas circunstâncias às quais me estou a adaptar, é a procura deste equilíbrio, para que o mundo dele seja o mais profícuo possível, e as diferenças, a virem a existir, sejam vividas de forma equilibrada.  



segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Ai, o Natal, o Natal...

- Ò mãe, na véspera de Natal não podemos ter os estores da sala para baixo.
- Porquê?
- Se não como é que o Pai Natal sabe que estamos em casa?
(...)
- Mãe, como é que achas que o Pai Natal distribui as prendas? É por ordem alfabética?
(...)
- Mãe, mas como é que o Pai Natal consegue distribuir prendas para todos os meninos ao mesmo tempo? Somos tantos!!
(...)

(Desconfio que este será o último ano em que, algures durante a noite, se ouvirá um som parecido com o das renas a cruzar o céu...)

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Disto de ser mãe


É sermos este ser irracional que se emociona ao ver uma foto do caçula, imaginado (e quase que ouvindo) a gargalhada que ali ficou cristalizada. É olhar os olhos sorridentes, a pose de gingão, tão crescido e tão inocente, e pensar que queremos para sempre manter esta inocência e simplicidade. É esquecer o turbilhão de coisas a voar pela casa, mal a porta de se abre até que o sono leva a melhor; é sermos vencidos pelo abracinho, pelo pedido de colo, no minuto a seguir a ter ocorrido a maior birra que há memória. É lutar contra estas incertezas e manter a serenidade que estamos a ir na direção certa. É viver com o coração fora do peito, oferecendo-o como escudo contra tudo o possa ser menos bom, é sermos este ser emocional e emotivo que se comove com as coisas mais banais e insignificantes. E é ter a certeza que não há amor maior que este, que cresce todos os dias, um pouco mais, que não tem fim, nem teve início e que me leva a olhar muito para além do meu próprio umbigo, num exercício quotidiano que eu julgava não ser capaz.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Psicanálise de trazer por casa

Às vezes é preciso ver o mundo ao contrário para ele fazer sentido.



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Teimosia, preguiça ou a vã glória de tentar

Uma pessoa é basicamente um reservatório de leite ambulante e tem, por isso mesmo, de andar com um pequeno buda de 7 kg atrás*. Essa mesma pessoa sabe a trabalheira que dá tirar o carrinho da bagageira do carro, tirar o ovo e colocá-lo no carrinho e depois repetir o processo inverso para entrar no carro. E essa pessoa sabe também que vai passar o dia a entrar e sair do carro e que de uma forma geral o nosso ambiente urbano não está preparado para carrinhos de bébes e cadeiras de rodas. De maneiras que essa mesma pessoa acha que se vai chatear menos se acartar com o ovo do que andar a fazer gincanas pelos passeios e andar a carregar com o carrinho e o ovo pelas escadas (porque apesar de tudo a maior parte dos edificios continua a não ter rampas de acesso e elevadores operacionais).
E uma pessoa, a mesma pessoa que teve esta sequência de ideias geniais, acorda no dia seguinte sem perceber porque carga d'água mal se consegue mexer, que não há movimento que não resulte em dor em algum músculo. 

*Sim, existem outras opções mas uma pessoa é teimosa e não pretende que esta amostra de gente se confunda com biberons e mantém a teima de que consegue continuar a fazer tudo à mesma. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

War zone

Passar a noite a trocar lençois, limpar vomitados do chão, esfregar tapetes que ganharam toda uma nova textura, cheiro e cor, dar banhos de madrugada, mudar fraldas, dar de mamar a cada 2/3 horas, acalmar choros em versão estereofónica, com cada um debaixo de uma asa. Acho no meu currículo vou passar a destacar a parte da gestão de crises e capacidade de trabalho sob stresse. Depois disto estou preparada para tudo. TUDO. 

terça-feira, 14 de março de 2017

Anna, a optimista

Por breves dias (2 dias na realidade) ainda pensei que finalmente me  tinha calhado um come-e-dorme, mas parece que afinal apenas o é em part-time. Apenas durante o dia, pois está claro, que as noites não foram feitas para dormir. Oh pá, a sério! não sei como é que ainda continuo a acreditar no pai natal.

(mas aquelas bochechas, senhores, aquelas bochechas fazem esquecer-me de tudo)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Maior que o mundo

Expliquei-lhe com calma que não estava doente e que estava tudo bem. Que apenas tive de levar uma pica na barriga para ver se estava tudo bem com o mano, tal como ele tive de levar uma pica para fazer análises no Verão e que o médico tinha dito para eu ficar deitada por uns dias. Olhou para mim e pediu para se deitar ao meu lado, enquanto fazia festinhas na minha cara. Tinha os olhos marejados em lágrimas. Doeu muito, mamã? eu não quero que te doa.

Não sei durante quanto tempo o mantive abraçado a mim. Nem quem confortava quem. Nem isso importa na verdade.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Alguma coisa eu devo estar a fazer bem


Mãe, eu não quero ir à escolinha…
Porquê?
Porque eu não sou nenhum palhaço! Posso ir mascarado de mim?
Mas todos os meninos vão estar mascarados de palhaços também. É carnaval e é apenas um desfile.
Mãe, mas eu não quero. Não gosto de palhaços. Se eu não sou palhaço, não me vou mascarar de palhaço. Eu sou eu, mesmo no carnaval, não entendes?
Não o mascarei. Achei a argumentação bastante válida. E também eu não gosto de palhaços.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Era uma vez…

Uma condutora que pensava que tinha apenas medo de aranhas. Sabia, por experiência, que estes pequenos e encantadores seres de 8 patas, lhe provocavam repulsa e arrepios, e procurava, a todo o custo, evitar encontros imediatos com estes seres tão patuscos do reino animal. Perante situações em que era confrontada com o vislumbre destes seres, saía prontamente pela porta que estivesse mais perto, saltava para o colo de quem estivesse sentado ao seu lado ou simplesmente desatava a correr sem direção definida, descrevendo muitas vezes círculos perfeitos, em perfeito desnorte.

Esta condutora, exímia condutora por sinal, ia em amigável e carinhosa cavaqueira com o seu pequeno príncipe de 4 anos e meio. Era já noite cerrada e um aparatoso acidente levou ao encerramento da estrada que os iria levar a casa e fez com que tivessem de regressar por uma estrada secundária muito pouco iluminada.
A conversa prosseguia para deleite da mãe, que ia concentrada a ouvir as histórias do pequeno petiz. Eis senão quando, pelo canto do olho, esta exímia condutora detecta um movimento suspeito sobre o volante, a escassos centímetros dos seus dedos. Na fração de segundo seguinte, dá-se uma explosão de adrenalina quando reconhece a silhueta inconfundível deste ser de oitos patas, e cuja dimensão das mesmas indiciava ser já de grande porte.
Com admirável destreza, atirou imediatamente o carro para a berma, ao mesmo tempo que acendia a luz do habitáculo. O que viu deixou-a complemente em pânico, mantendo apenas a lucidez suficiente para não desatar a gritar para não amedrontar o petiz. Era uma aranha ENORME com um diâmetro de sensivelmente 6 cm, bem constituída e robusta, que andava também ela em círculos sobre o volante.
Sem armas ou objectividade suficientes para procurar uma forma de se defender de tamanha ameaça, esta exímia condutora não foi capaz de fazer frente à sua terrível inimiga de 8 patas, uma vez que se encontrava quase em perfeito descontrolo emocional. O petiz, que observava curioso a estranha dança que a mãe fazia fora do carro, tentava ajudar “Mãe, eu só sou corajoso com aranhas pequenas… Com aranhas grandes não sou muito valente…”.
Sem discernimento para enfrentar o objecto do seu terror, e que entretanto se escondera algures sob o volante, e sem coragem para voltar a sentar-se no lugar onde momentos antes estivera a centímetros de estabelecer contacto físico com a intrusa octopatuda, a exímia condutora resolveu pedir ajuda ao seu cavaleiro andante, para que a fosse salvar da terrível aranha GIGANTESCA que agora habitava nos confins do volante.
Reza a história que a aranha ainda lá continua, mas apesar de não ter sido novamente avistada, nunca mais a exímia condutora voltou a conduzir aquele carro, para gáudio do seu cavaleiro andante que assim recuperou a posse da jóia da coroa. Apenas se sabe que a exímia condutora tem agora uma certeza: não é medo. É fobia mesmo.
Vitória, vitória, acabou-se a nossa história!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O universo é pequeno demais

Ajoelhei-me à sua frente para ficar à altura dos seus olhos. Ia preparar-me para lhe explicar que naquela noite teria de ficar a dormir em casa dos avós, coisa que, já tendo sido abordada no passado, tinha recusado sempre. Mas antes sequer que começasse, pergunta:
- Mãe, porque estás assim vestida?
- Estou vestida de cores escuras porque estou triste.
- Porque estás triste?
- Porque perdi uma amiga de quem gostava muito.
- Porquê?
- Porque ela partiu para muito longe e eu já não vou poder voltar a vê-la.
Nisto, resolve abraçar-me enquanto me segreda ao ouvido
- Não te preocupes, mamã. Eu vou sempre, sempre, teu amigo. Não fiques triste…

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A Oeste nada de novo #2

Uma pessoa anda a ser melgada para ir ver os Mínimos. Tudo certo. A ida ao cinema pela primeira vez andava na calha há já algum tempo, aguardando apenas que a combinação “filme giro + bom comportamento + interesse manifestado pelo petiz” acontecesse em simultâneo. Depois de várias falsas partidas, eis que se marca a mítica estreia cinéfila do puto e concretiza-se a aventura.
No fim, depois de uma inédita saída em que não houve nada, zero reparos a fazer no que ao comportamento diz respeito, deixando a minha alma perplexa e convicta que tínhamos estado perante um momento histórico na nossa vida familiar, resolvo perguntar-lhe se tinha gostado do filme e qual tinha sido a parte mais gira.
Sim, gostei mesmo muito do filme. A parte que gostei mais foi da ovelha choné…Mãe, viste como eles fugiam para a cidade. Muito fixe!!
Este miúdo nunca desilude... Voltamos a tentar em Setembro, portanto.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O nirvana educacional

Normalmente durante as conversas em que o tema é enumerar os talentos dos filhos, fico calada. O meu filho tem 4 anos e ainda é trapalhão a falar. Não fala inglês, embora por vezes ainda se expresse em dialectos fantástico-incompreensíveis. Quando é para correr, fica sentado. Quando é para sentar, desata a correr. Só conhece os números até ao 10, sendo que não há vida para além do 20. Anda na natação e o que faz de melhor é chapinhar na água, embora seja muito bom a molhar toda a gente. Não sabe ler, não conhece as letras, nem escrever o seu nome. Também não faz desenhos lindos, nem pinta dentro do contorno. Tanto mundo lá fora à espreita e o raio do miúdo ainda não descobriu algo que me faça brilhar como mãe nessas conversas de recreio parentais, sendo que, obviamente, serei tanto melhor mãe, quantos mais talentoso o meu filho for. Contudo, tudo mudou desde ontem. Agora sim. Posso entrar de peito feito nas conversas sobre “o meu filho é híper-super-mega-especial. Sou mesmo uma mãe cheia de sorte por ter um filho tão precoce”. Descobri que o meu filho consegue matar moscas com um martelo pequenino. Tanto adulto que não consegue com um mata-moscas normal e ele, com apenas 4 anos, mata as moscas à primeira tentativa com um martelito com um diâmetro de uma moeda de 1 euro. É o céu. O nirvana. Agora já posso deixar as janelas abertas.

domingo, 28 de junho de 2015

Dias azuis II

Nem sei do que vou ter mais saudades: se da interacção forçada com outros pais (já confraternizamos com gente da Moita, do Barreiro e do Algoz), se das manhãs passadas a ir pescá-lo das ondas, bem como tudo o que é balde, regador e pás, nossos e alheios, ou de estar de sentinela às construções dos outros putos dada a sua predileção por destruir tudo o que tem mais de 10 cm de altura.
Há coisas que, não só não mudam, como ainda se refinam com o tempo. Quando é que eles começam a acalmar, mesmo?

terça-feira, 9 de junho de 2015

Pergunta para queijo #2

Perante a possibilidade de ter de obrigatoriamente reduzir a actividade física do miúdo, eu pergunto: e onde é que se tiram as pilhas?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Rota das Consultas (em elaboração)

Distância: cerca de 1500 metros. Pode aumentar dependendo do número de ramais percorridos, alguns de forma recorrente.

Duração: variável. Usualmente não menos de 2h.

Tipo de percurso: circular, linear, triangular, hexagonal, outros não especificados.

Altitude máxima: depende do número de cadeiras empilháveis na sala de espera.

Grau de dificuldade: adversidade do meio = 3; Orientação=4; Tipo de piso =2; Esforço físico=5

Ponto de partida e de chegada: parque de estacionamento da unidade de saúde.

Pontos de interesse: recepção, sala de espera, consultório, gabinete de exames, parque de estacionamento.

Época aconselhada: todo o ano. Com condições meteorológicas adversas aconselha-se o uso de vestuário e calçado adequado (solas com elevado nível de aderência).

Descrição: a Rota das Consultas é um percurso misto (linear, circular, outros) que liga as várias unidades de saúde que constam do programa mais extenso delineado pela pediatra. Desta forma a Rota das Consultas pode ser percorrida em várias etapas sendo constituída pelo PR1 - Consulta de Pediatria, PR2 - A Magia da colheita de sangue e de urina, PR3 - Consulta de Otorrino, PR4 - Na Senda do Timpanograma, PR5 - A Conquista do Audiograma. A partir deste último existe ligação ao PR1.

Esta é uma rota única, que permite aos participantes elevar de forma sustentada os seus níveis de stress, uma vez que a criança, extremamente activa por sinal, passa imenso tempo em espaços fechados, sem grandes distrações. A tranquilidade da colheita de sangue e urina é apenas interrompida pelos gritos e tentativas de fuga do menor, prontamente controladas pelos progenitores e alguns prestadores de cuidados.

Actualmente estão a decorrer ainda os trabalhos de marcação e sinalética dos PR3, PR4 e PR5 (descrição destes percursos disponível em breve)

No fim da rota espera-vos um possível diagnóstico, uma melhoria significativa da condição física do menor e decisão quanto ao próximo caminho a percorrer.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A idade dos porquês no rescaldo da ida ao Jardim Zoológico.

Mãe, estou triste… Não vi dinossauros.
Isso é porque os dinossauros já não existem, apenas nos desenhos animados.
Mas porquê?  
Porque eram muito grandes e depois faltou comida.
E porque faltou comida?
Porque houve uma altura há muito, muito, muito tempo atrás em que a noite foi muito longa e depois não crescia comida para eles.
E porquê que a noite foi longa?
Humm…Um dia vais perceber melhor.
Mãe?...
Sim?
Amanhã faz dia?
Sim, amanhã há dia…
E os dinossauros vão voltar?
Não, os dinossauros não vão voltar.
Porquê?

(…)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ir às compras com o miúdo num meio pequeno

É meio caminho andado para testares o teu à vontade com situações que rapidamente fogem ao teu controlo e conheceres uma série de pessoas novas. Desde de perguntar ao senhor da secção de frutaria, de forma indignada, porque não pesa a fruta da mãe (quando a mãe está pacientemente à espera da sua vez), pedir o pão à senhora da padaria quando estamos na ponta oposta do supermercado, sem esquecer do fantástico momento em que diz à senhora do lado para ela não levar bananas que faz mal ao cocó. Se eu podia ir às compras sozinha? Podia. Mas não era a mesma coisa.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Álbum de fotografias #1


Lá fora alguém dedilha o velhinho Borbujas de amor, enquanto o meu metro e quatro de gente me ajuda a enfeitar a árvore de Natal. A lareira crepita pela primeira vez este ano e diz que lá fora está frio. Em cima da mesa está a primeira carta ditada ao Pai Natal com dois desejos apenas e uma promessa de bom comportamento. Ainda há tempo para uma birra que isto de esperar quase três semanas para ter o que se deseja muito não se compadece com a urgência de brincar. O Pai Natal vem amanhã, mãe? Eu porto-me bem… Bons são estes tempos em que o comportamento dita a conquista das pretensões.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Já dizia Sócrates

Durante anos saí diariamente na Cidade Universitária. Muitas vezes ensonada, outras apenas cansada, mas quase sempre expectante em relação ao dia que ia ter. E invariavelmente, à semelhança dos outros milhares que por ali passam diariamente, era confrontada com a célebre frase de Sócrates “não sou grego nem ateniense mas sim um cidadão do mundo”. Tantas vezes dei por mim a pensar em ganhar mundo, em conhecer melhor o que estava para lá do aparente, do quotidiano, das minhas fronteiras. Eu, que sempre tive tantos limites para ultrapassar, via naquela frase uma espécie de libertação, que me fazia sorrir.
Agora já não passo pela Cidade Universitária. Em vez disso, nesta ruralidade que me envolve, olho para o calendário e reparo que estás cada vez mais perto de iniciar uma nova etapa. Cá dentro mora um sentimento de ambiguidade. Se por um lado me sinto feliz por te ver a crescer, e a data que se aproxima no calendário é apenas mais uma constatação disso, por outro lado tomo consciência que és cada vez mais do mundo e menos “nosso”. Até aqui acompanhei todas as tuas conquistas, vi-te cair muitas vezes, deixei-te cair em algumas e evitei outras tantas, mas em todas estive presente. Agora tenho de aprender a que é altura de saíres debaixo das minhas saias, ganhares o teu espaço, fazeres as tuas descobertas, ansiar pelas histórias que irás trazer no fim do dia. É altura de começares a ganhar mundo (e se o mundo tem tanto para oferecer!). Porque afinal, embora sejas sempre uma parte de mim, és também cada vez mais dos outros, do que te rodeia e sobretudo és cada vez mais tu próprio.