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sexta-feira, 20 de julho de 2018

A vida em montra

Continuo sem conseguir compreender a necessidade de exposição daquilo que deveria ser apenas do foro familiar. Incomoda-me pensar que um dia um filho meu teria, ao alcance de todos e de qualquer um, todos os marcos da sua vida em exposição, qual cardápio de restaurante, ao sabor dos interesses de quem não o conhece. Para quando um pouco de sensatez?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Oeste nada de novo #4

Pois andava eu na minha alegre e despreocupada vida de desempregada quando entretanto fui convocada para mais uma acção de informação e revisão da minha situação. Eu e mais uns quantos como eu. Ressalvo aqui que, pela primeira vez, a técnica do IEFP era extremamente humana e conhecedora desta realidade, o que me deixou com alguma esperança quanto a uma certa humanização destes serviços, em que o desempregado é mais do que um mero número estatístico que urge erradicar dê lá por onde der. Mas o que me deixou mesmo, mesmo, mesmo com a pulga atrás da orelha foi o facto de uma senhora, a propósito de incentivos à criação do próprio emprego (vulgo empreendedorismo), se ter apresentado como uma das maiores bloggers nacionais, detentora de um dos blogue mais lidos de Portugal (e que infelizmente não quis revelar o nome) e que pretendia saber de incentivos para passar o blogue a livro... Eu até consigo compreender o porquê de alguém que está a viver de RSI, como aparentemente é o caso desta pessoa, pensar que isto até é uma boa ideia. O que eu não consigo compreender é por que razão ninguém diz a estas pessoas que existindo o blogue, não faz sentido o livro. Se já foi publicado/lido/comentado qual é vantagem de o editar em livro? Mesmo que o blogue ou os posts sejam apagados antes da edição do livro (e partindo do principio que existe uma editora que acredite nesse projeto) existe aquela coisa da memória em cache que permite visualizar o que foi publicado online. Por isso e mais uma vez: qual é a vantagem? Se os textos já foram publicados e posso voltar a lê-los online, por que razão irei gastar dinheiro a comprar o livro?

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Teorias da conspiração

Não sou muito dada a elas, não penso que tudo seja uma farsa montada, mas também me incomoda a forma como as pessoas consideram como verdades universais tudo o que é dito/escrito/publicado quer pelas redes sociais quer pelos mass media. Ouçam, leiam, mas por favor, cruzem informação. Procurem confirmar fontes e dados antes de tomarem como certo aquilo que é repetido. E pensem, antes de o tomarem como certo, quem é que tem interesse no que está a ser veiculado. E porquê.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Dos reencontros

Pegar nas palavras escritas e esquecidas e nas lembranças de outros tempos. Limpar-lhes o pó e colocá-las ao sol a esvoaçar. Deixar que voltem a nós mais uma vez, e outra e outra. Regressar ao lugares de memória, podando a nostalgia e deixando apenas ficar a essência que deu origem à escrita. Há momentos cujo porquê já esqueci. Outros há em que ainda lhes sinto o cheiro. E depois há surpresas escondidas que permitem um reencontro com outras palavras e sentidos alheios. Formas de estar e de sentir, pequenas histórias de vida com magia dentro. E, sem andar à procura, mas feliz por ter tropeçado naquele detalhe, fico agora sem saber se celebro a alegria deste reencontro sozinha ou se timidamente lhe digo que estou feliz por a ter reencontrado, porque afinal ainda sinto o cheiro da magia das suas palavras. A vida muda, as pessoas mudam, a escrita muda. A empatia não. A minha pelo menos.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

À terceira é de vez?



Esperemos que seja desta.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Out of the blue

Recebo um pedido de conexão no LinkedIn de alguém aqui dos blogues. Não faço a menor ideia por que razão esta pessoa me quer adicionar, tanto mais que não temos conexões em comum, nem nos movemos nas mesmas áreas profissionais. O mundo é uma ervilha. Dou por mim a matutar que na realidade somos apenas meia dúzia e por isso acabamos a esbarrar nas mesmas coisas, nas mesmas pessoas, nos mesmos sítios. E não deixo de pensar que sei mais sobre esta pessoa do que ela sabe sobre mim, o que não deixa de ser curioso numa altura em que a protecção de identidade é um dos temas quentes aqui no recreio a que chamamos blogosfera. E é por isso que, apesar de ir escrevendo o que me dá na real gana, não deixo de colocar sempre um filtro no aqui fica escrito.

segunda-feira, 2 de março de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Pobreza

Era uma daquelas pessoas que não passam despercebidas. Longa cabeleira loira, casado comprido com pêlo nas mangas e na gola, unhas impecavelmente pintadas, mala de marca e sapatos de salto alto no mesmo tom, calças de bom corte. A forma entusiasmada como falava, sobre uma nova perspectiva de emprego, despertou-me a atenção. Falava alto, com um timbre seguro e gargalhada fácil no tom certo. Fiquei a ouvir a conversa enquanto bebia o meu café. Nesses minutos percebi que sou, de facto, de origens modestas. Dizia esta senhora de bom ar, que as pessoas compram casas boas, até na Expo, e depois fazem carne picada com chouriço e não pode haver coisa mais pobre que juntar chouriço à carne picada, quando há tantos outros temperos e molhos. De pobre! Fiquei então a saber que, se dúvidas tivesse sobre a minha origem, sou indubitavelmente pobre porque gosto de sentir o sabor do chouriço na carne picada. É de P-O-B-R-E, sublinhava ela bem alto. Não pude deixar de sorrir ao pensar que há uns anos que não como carne picada com chouriço. O Sr. Joaquim do talho bem diz que lamenta mas agora as normas de higiene não permitem misturar o chouriço com a carne, coisas da ASAE, menina, desculpa-se ele. E desta forma eu, que não quero ser rica mas apenas comer carne picada com chouriço, dou por mim a subir na minha condição social. Existe cada vez mais pobreza é certo. Sobretudo a de espirito.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O mundo é uma ervilha

Regresso aos bancos de faculdade, escolho uma área diferente da minha formação base, um tipo de instituição diferente , numa localidade relativamente pequena e esquecida e encontro uma antiga colega da faculdade como docente de uma cadeira à qual sou aluna. Chego à conclusão que somos sempre os mesmos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Breathing Earth

Sabemos que somos muitos. Sabemos que poluímos cada vez mais. Sabemos que é um problema global. Contudo, ver em detalhe e ao segundo (basta passar o cursor por cima de cada país) torna mais real a dimensão e a abrangência.

Aqui


















Foto daqui

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

What's your city?


Your City is Buenos Aires

You are cultured, sophisticated, and quite old fashioned. You believe traditions are important, but you are still quite vibrant. People don't know you well at all, and if they do, they totally misunderstand what you are all about. You are more interesting and more intelligent than anyone gives you credit for. You are a bit of a hidden treasure.You are creative, ambitious, beautiful, and fun. You may have a rough past, but you are always getting better.

Uma das cidades que povoam o meu imaginário. Se tivesse de eleger as cinco cidades que gostaria de visitar esta seria sem dúvida uma das eleitas.