quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cuidado!

Anda uma pessoa a contar trocos e fazer malabarismos com as contas para não deixar nada a descoberto, e puxa daqui e estica de lá, paga para a semana e espera (e desespera) pelo reembolso do IRS, pelo pagamento de honorários e tudo e tudo e tudo, e aos depois todos resolvem fazer as transferências no mesmo dia. Uma pessoa, habituada a fazer vida de pobre, (ou melhor de ralé mesmo, que nem à Comporta vou) vai ao multibanco vê o disparate de dinheiro que lá está e quase que lhe dá um piripaque. E ainda não crente que aquilo é seu, ainda desconfia que se engaram na conta e que aquele dinheiro foi ali parar por engano. Ai senhores, que agora é que vai ser! Vou já ver quanto custa o passe para a Ericeira, limpar a geleira e por umas mines no frigorífico, que diz que as praias são boas por causa do iodo e o rapaz, coitado, ainda nem estreou os calções comprados nos saldos.

(está oficialmente aberta a época do disparate)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Silly season - parte 1 (cheira-me a sequela)


Pois pelos visto vira o ano e toca ao mesmo. E sai mais uma chamada às finanças para justificar o que não me compete justificar. Eh pá, gente, a sério?! Voltamos à conversa do ano passado? Again?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pergunta para queijo #1


Para quando o reembolso do IRS, hum? É que todos os dias esta alminha vai ao site das finanças ver se há desenvolvimentos, e nada. Ora, a modos que uma pessoa se aborrece de com tanta falta de dinamismo na actualização da situação. E, meus amores, em épocas de crise, aliás, sobretudo em épocas de crise o dinheirinho, o carcanhol, o pilim tem de estar em movimento e eu como uma cidadã exemplar que sou, quero dar o meu contributo para a saída desta crise e começar a fazer rolar o dito dinheirinho. Isso e uns senhores muito chatos que não param de me lembrar que tenho o seguro para pagar. De maneiras que, assim como quem não quer a coisa, dá para emitir o reembolso? Mas sem a palhaçada do ano passado em que por conta de um suposto erro informático não só fui chamada para justificar algo que não me dizia respeito como ainda tive de esperar até Agosto para ver a cor dele. Dá para este ano ser um pouco menos sofrido o parto?
Agradecida.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ainda mexe


Ao contrário do que se possa pensar, a autora deste blog não morreu ou entrou de férias. Muito pelo contrário. Por aqui fervilha-se de actividade. Tanta, que mal me tem dado para dormir umas miseras 5h por noite. Trabalho a rodos, parte lectiva do mestrado concluída com muito bom aproveitamento (com direito a convite para publicação de poster em congresso internacional) e uma hipótese de trabalho a longo prazo. O senão é que é em Angola e a minha pessoa não está propriamente com vontade de emigrar para Angola. Angola fica do lado de lá do Equador e não sou pessoa de latitudes sul. Preciso de ter à mão boas escolas, bons hospitais e sobretudo os meus afectos. Para mim não há dinheiro que pague a não convivência com os meus, ainda que esta seja esporádica ou intermitente. Mas tenho de os saber à distância das minhas saudades, sem necessitar de ter de me meter num avião para as curar. Mas enquanto não chega o tempo das decisões vou aproveitando esta maré de bons momentos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Rápido! Rápido!


Tudo a retirar os comentários jocosos sobre o nosso PR do FB.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Só me falta o nariz vermelho

Por pensar que a palavra é algo que ainda tem valor.
Com esta idade já devia ter aprendido.

domingo, 5 de maio de 2013

Dia da Mãe

São todos os dias. Hoje? Foi dia de estender a esteira no pátio, jogar à bola a três, tentar ensiná-lo (sem sucesso) a andar de triciclo, deixa-lo sujar-se enquanto anda a descobrir o mundo que o rodeia. Pelo meio recebi alguns abraços em modo “agrafador de pernas” e uma algazarra que se ouvia a quilómetros. Amanhã há mais, porque aqui todos os dias são dias da mãe (e do pai). Sempre.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

C'um caneco!

Já me belisquei. Já fui beber água. Já me sentei e levantei umas 30 vezes. Já respirei fundo outras tantas. Já dei umas bofetadas na cara a mim própria só para ver se não estava a sonhar (e confirma-se que não). Já pulei e saltei. Já perdi a concentração por completo e desisti de continuar a escrever o relatório que tinha em mãos. E tudo isto no decurso dos últimos 60 minutos.
Pois, parece que consegui arranjar trabalho! Temporário mas com valores bem acima das minhas mais optimistas expectativas. C'um caneço! YES!!!!! Caramba, que ainda estou a hiperventilar.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Alice e eu

O problema das fantasias é que nunca passam para o plano real. E eu fantasio muito. Fantasiei que iria andar entusiasmada com o mestrado. Que iria adquirir bases de conhecimento em áreas que não domino, que iria ser desafiada a levar mais além os conceitos que eram abordados nas aulas, que me iriam ser mostradas novas linhas de investigação e por aí fora. Depois vejo professores com erros nas apresentações, a confundirem alhos com bugalhos e a darem o dito por não dito. E eu fico chateada. Muito chateada. Porque me sinto enganada, ainda que a fantasia tenha sido minha. E agora? Deito fora quase um ano de propinas e combustível que tanto me custou a suportar? Avanço para dissertação mas sabendo que provavelmente não irei tirar grande partido disso (e pagando mais um ano de propinas?) É certo que se trata do primeiro mestrado deste tipo em Portugal, mas talvez por isso mesmo as coisas deveriam estar mais articuladas, definidas e sobretudo conceptualizadas. E eu que até era um pouco leiga nestas matérias acabo por andar a corrigir pps.
Fico chateada, pois com certeza que fico chateada.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Dois anos

Há dois anos atrás eu não te esperava ainda e no entanto estavas nos meus planos há já tanto tempo. A vida foi abrindo espaço para ti e a pouco e pouco, mesmo sem querer “querer-te” tanto, foste ficando no nosso futuro. Depois vieram as dificuldades, a desilusão de não te conseguir concretizar durante anos. As palavras gastas dos outros, despojadas de entendimento e a eterna culpa da ansiedade, como se a vontade de te ter fosse a causa de não conseguir. Foram muitos os anos de silêncios, de ouvir muitos disparates embrulhados em boas intenções e de aprender a relativizar as coisas. Reaprender a saborear a vida sem prazos de validade, sem datas programadas, sem ver a intimidade devassada. Reaprender a viver a dois, olhando em frente em paz comigo, connosco. Olho para trás e penso que talvez tivesse sido preciso fazer essa travessia no deserto. Quando resolvemos voltar a tentar, nem eu nem o teu pai esperávamos que vingasses. Eram remotas as possibilidades, como se tudo se tivesse conjugado para que fosse improvável dar certo. Se noutras tentativas em que tudo estava perfeito tu não vingaste, porque haverias de acontecer agora quando tudo concorria contra ti? Saí do hospital sem grande esperança e enquanto fumava um cigarro pensava na sucessão de contratempos que me tinha conduzido até ali. Quando regressei ao hospital, já sabendo que te carregava no ventre, toda a gente nos veio felicitar incrédula, tão improvável que era teres conseguido acontecer. Há dois anos atrás eu pensava que ainda não seria hoje que te conheceria, mas tal como já havias demonstrado antes, tu não segues o que é suposto e gostas de fazer as coisas à tua maneira. Há dois anos atrás entraste nas nossas vidas mas há muito tempo que já fazias parte dela.