quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sabes que estás cansada quando...
… Resolves encostar o carro e acordas meia hora depois sem saber muito bem onde estás (apesar de teres letras garrafais a dizer IKEA à tua frente). Isso ou uma ida urgente ao oftalmologista.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Spring mode
Os números, sempre os números. Essa obediência que não se ensina, nem se molda. São números, sempre números, quer sejam meus ou teus.
(sim, este blog anda em modo Primaveril)
sábado, 7 de janeiro de 2012
O negócio da Saúde
Vai mal. Quando numa das maiores, mais caras e supostamente melhores unidades hospitalares do país se deixam consultas a meio, há falta de pessoal e reina a desorganização, algo vai mal. Quando existe apenas um enfermeiro para fazer triagem e prestar assistência aos médicos e utentes, algo vai mal. Quando se informatiza o serviço mas depois se deixam os processos pendentes, em que até para pagar quase que é preciso voltar à urgência e refazer todo o circuito porque alguém se “esqueceu” de fechar o “episódio de urgência”, algo vai mal.
Talvez seja melhor começar a administrar aspirinas regularmente ao sector privado. É que as dores de cabeça provocadas por estes maus serviços, que são pagos, demasiado bem pagos para a qualidade de serviço prestada, tendem a aumentar no futuro. É um sintoma que algo vai muito mal no negócio da saúde.
Talvez seja melhor começar a administrar aspirinas regularmente ao sector privado. É que as dores de cabeça provocadas por estes maus serviços, que são pagos, demasiado bem pagos para a qualidade de serviço prestada, tendem a aumentar no futuro. É um sintoma que algo vai muito mal no negócio da saúde.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Das partidas e das chegadas
Dou frequentemente comigo a pensar que quando finalmente chego a algum lado, inevitavelmente começo nesse mesmo instante a partir para o próximo. É a chatice dos ciclos.
Hesitei se haveria ou não de te matar. Acabar contigo de uma vez. Ou se deveria antes perpetuar-te nesse imenso mundo virtual, suspenso no tempo. Mas sou uma criatura de hábitos. E bem sabia que mais cedo ou mais tarde haveria de cá voltar. Página fechada nesse capítulo vida, que outro entretanto teve início e eis que mais uma vez voltamos aos ciclos.
Vamos ver até quando ou até onde ou em que cores se escreve por aqui.
Continuemos, então, em direcção ao próximo porto.
Hesitei se haveria ou não de te matar. Acabar contigo de uma vez. Ou se deveria antes perpetuar-te nesse imenso mundo virtual, suspenso no tempo. Mas sou uma criatura de hábitos. E bem sabia que mais cedo ou mais tarde haveria de cá voltar. Página fechada nesse capítulo vida, que outro entretanto teve início e eis que mais uma vez voltamos aos ciclos.
Vamos ver até quando ou até onde ou em que cores se escreve por aqui.
Continuemos, então, em direcção ao próximo porto.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Éolo
Passas por mim e arrepias o meu ser. Soubesse eu pressentir-te e destaparia a minha pele.
Para que pudesse sentir-te, respirar-te e assim te reter em mim. Com todos os teus aromas que, numa carícia muda e quente, me acalentam a alma. Passa por mim com suavidade, sem pressa. Envolve-me nos rumos que já percorreste, nas histórias que trazes contigo, nas cores que já viveste. Rodopia por mim, levanta os meus pés do chão sem contudo me fazeres perder os sentidos. Enleva-me em saudades já curadas de momentos que foram teus. Faz-me parte de ti. Faz-me tua. Assim, quando partires levas um pouco do que sou, do que fui, do que quero ser. Para que também eu possa ser um pouco eterna, tão eterna quanto fugaz é espaço que percorres. Passa por mim…
Para que pudesse sentir-te, respirar-te e assim te reter em mim. Com todos os teus aromas que, numa carícia muda e quente, me acalentam a alma. Passa por mim com suavidade, sem pressa. Envolve-me nos rumos que já percorreste, nas histórias que trazes contigo, nas cores que já viveste. Rodopia por mim, levanta os meus pés do chão sem contudo me fazeres perder os sentidos. Enleva-me em saudades já curadas de momentos que foram teus. Faz-me parte de ti. Faz-me tua. Assim, quando partires levas um pouco do que sou, do que fui, do que quero ser. Para que também eu possa ser um pouco eterna, tão eterna quanto fugaz é espaço que percorres. Passa por mim…
sábado, 13 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Agora não
Talvez um dia, quem sabe? Talvez um dia contorne as perguntas e aceda ao interior de ti. Saiba o que queres sonhar pela manhã e os sentidos que encontras nas palavras soltas. Mas agora não. Suspeito que talvez nunca. O mesmo nunca que nunca se deve dizer porque um nunca é sempre uma promessa perdida.
Deixa-me ficar por aqui, deitada sobre o pensamento vadio, sem rumo. Despida de tempo, lógica ou qualquer outra ordem que queiras impor.
Talvez mais tarde mas agora não.
Deixa-me ficar por aqui, deitada sobre o pensamento vadio, sem rumo. Despida de tempo, lógica ou qualquer outra ordem que queiras impor.
Talvez mais tarde mas agora não.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Quase nada
Foto daqui
O amor
é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.
que as manhãs mais limpas
não têm voz.
Eugénio de Andrade
O meu primeiro contacto com este grande senhor foi através deste poema, inscrito num livro que então ia começar a ler. Vinte anos depois continua a ser um dos meus poetas preferidos.
domingo, 3 de julho de 2011
Dos (re)começos
Quando se começa algo que se gosta é muito difícil colocar um ponto final. Talvez seja por isso que prefiro as reticências…
| Foto daqui |
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