segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

À consideração da EDP

Tive a infeliz ideia de alterar o horário do bi-horário na outra casa que tenho para alugar. Infeliz, porque na altura nem me ocorreu que teria de ter uma vistoria técnica para alterar o contador, ou seja, uma manhã ou uma tarde perdidas. Os senhores da EDP foram desde logo extremamente incisivos no cumprimento do horário da visita, avisando-me (por mais do que uma vez) que uma ausência do local poderia incorrer num custo de 20€. De maneiras que na data e hora combinadas estava eu plantada na casa, sem outro entretém que não fosse esfregar paredes. E o que eu gosto de esfregar paredes. E lava-las com todos os produto e mais alguns para conseguir desencardi-las. A-D-O-R-O. Sem esquecer dessa tarefa tão inspiradora que é tentar limpar riscos de canetas de uns sofás. Um verdadeiro trabalho de ourives, pena é que seja uma arte em vias de desaparecimento. Tal como a minha paciência. E assim passei eu uma manhã extremamente animada, lavando paredes como se não houvesse amanhã, sendo que a minha energia ia aumentando na mesma proporção da minha irritação. Devo confessar que foi até um momento catártico, já que no fim quase que consegui devolver às paredes a sua cor original.  Original foi também o facto de, para além de suas excelências não terem aparecido e após ter apresentado reclamação, me informarem, de forma muito incrédula, que não me vão creditar 20€, conforme solicitei. Ora bem, se eu tivesse faltado ao agendamento, teria de pagar 20€ a suas excelências. Mas como quem faltou foi a equipa técnica, eu não tenho direito a receber a mesma compensação pelo incumprimento e pelo novo agendamento. Por acaso eu até tenho disponibilidade, mas e se não tivesse? E se tivesse de faltar uma manhã para os receber (que neste caso já vão ser duas?). Esta história da responsabilização é muito bonita quando funciona apenas quando nos convém. Um excelente exemplo de como trabalham os nossos serviços. Estamos entregues à bicharada e condenados a pagar e não bufar. Exmos senhores da EDP, para suas excelências, tenho apenas uma mensagem para vos adereçar: piretes. Muitos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Oeste nada de novo #4

Pois andava eu na minha alegre e despreocupada vida de desempregada quando entretanto fui convocada para mais uma acção de informação e revisão da minha situação. Eu e mais uns quantos como eu. Ressalvo aqui que, pela primeira vez, a técnica do IEFP era extremamente humana e conhecedora desta realidade, o que me deixou com alguma esperança quanto a uma certa humanização destes serviços, em que o desempregado é mais do que um mero número estatístico que urge erradicar dê lá por onde der. Mas o que me deixou mesmo, mesmo, mesmo com a pulga atrás da orelha foi o facto de uma senhora, a propósito de incentivos à criação do próprio emprego (vulgo empreendedorismo), se ter apresentado como uma das maiores bloggers nacionais, detentora de um dos blogue mais lidos de Portugal (e que infelizmente não quis revelar o nome) e que pretendia saber de incentivos para passar o blogue a livro... Eu até consigo compreender o porquê de alguém que está a viver de RSI, como aparentemente é o caso desta pessoa, pensar que isto até é uma boa ideia. O que eu não consigo compreender é por que razão ninguém diz a estas pessoas que existindo o blogue, não faz sentido o livro. Se já foi publicado/lido/comentado qual é vantagem de o editar em livro? Mesmo que o blogue ou os posts sejam apagados antes da edição do livro (e partindo do principio que existe uma editora que acredite nesse projeto) existe aquela coisa da memória em cache que permite visualizar o que foi publicado online. Por isso e mais uma vez: qual é a vantagem? Se os textos já foram publicados e posso voltar a lê-los online, por que razão irei gastar dinheiro a comprar o livro?

domingo, 7 de fevereiro de 2016

E porque não?

Não conheço Bruxelas e como apreciadora de bom chocolate, parece-me que se trata de uma lacuna que urge colmatar. Para mais, tenho uma predileção por causa impossíveis. Mais informações aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Se a vida te dá laranjas…

Faz um sumo, prepara uma tosta de tomate, queijo e orégãos e senta-te lá fora a almoçar. Escolhe o teu sítio preferido do pátio, deixa que o sol de Inverno te aqueça o corpo enquanto escutas a passarada nas árvores e esquece que lá fora existe um mundo que não faz sentido.

Alguma coisa eu devo estar a fazer bem


Mãe, eu não quero ir à escolinha…
Porquê?
Porque eu não sou nenhum palhaço! Posso ir mascarado de mim?
Mas todos os meninos vão estar mascarados de palhaços também. É carnaval e é apenas um desfile.
Mãe, mas eu não quero. Não gosto de palhaços. Se eu não sou palhaço, não me vou mascarar de palhaço. Eu sou eu, mesmo no carnaval, não entendes?
Não o mascarei. Achei a argumentação bastante válida. E também eu não gosto de palhaços.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A escolha da guerra

Finanças, Conservatória, EDP, Águas cá do burgo, solicitadora, Imobiliária, fiadores e Centro de Emprego.

Tanto pitéu para me entreter que nem sei por onde vou começar. Isto é que vai ser cá uma festa… As coisas deviam ser como no tempo da guerra de 1908 do Solnado. Tudo muito bem organizado, com horários compatíveis, e sempre entre amigos, que a malta não está cá para se fazer velha antes do tempo, nem para aborrecer ninguém. Voltei, portanto, à minha vidinha normal como facilitadora de situações urgentes e estuchas inadiáveis, com especialização aplicada em resolução de berbicachos e imbróglios abrangentes em matérias do domínio público-administrativo, encontrando-me ainda em formação intensiva em questões imobiliárias jurídico-enervantes.

E as saudades que eu já tinha disto, hein?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E depois acordei

Há duas semanas atrás eu estava muito feliz. Tinha conseguido a vaga, naquela que seria supostamente a minha área de formação e, apesar do ordenado ser uma miséria, isso não me demoveu, já que pelo menos tinha voltado ao activo. A vida está difícil, tenho um puto para criar e contas para pagar. Contas feitas ao combustível e portagens, acrescida do agravamento da mensalidade no infantário (uma IPSS), pouco ou nada sobrava mas, lá está, estava de volta ao mercado de trabalho e isso para mim era o mais importante.
Mas depois veio a realidade. Afinal quando na entrevista falavam em acompanhar projetos relacionados com a minha formação, na realidade o que eles queriam dizer era fazer secretariado. Depois o horário de trabalho que pontualmente poderia ser excedido, afinal transformou-se em maratonas de 10h e 11h seguidas, já que há reuniões também durante o almoço. E ao fim do dia. E à noite. E deslocações a serem feitas no meu próprio carro, e embora possa ser ressarcida em termos de combustível, não em agrada andar a palmilhar o país, sempre que for necessário, num chaço com mais de 300.000 km. Mas até aqui eu ainda estava disposta a continuar.
Agora que estou mais integrada, vejo que o ambiente é muito mau. Já trabalhei com pessoas difíceis, com pessoas filhas da mãe, capazes de tudo para subirem na hierarquia, posições horizontais incluídas, com pessoas intragáveis no trato e até com pessoas perturbadas mentalmente. Mas é a primeira vez que assisto a terrorismo psicológico ao vivo e de forma reiterada. Telefonemas da chefia que duram uma hora apenas para gritar e desancar. Várias vezes ao dia. Todos os dias. E só consigo pensar “onde é que eu me fui meter…”
Não sei o que fazer…

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Carrocel de emoções #3

Consegui!!! Eu consegui!!!! EU CONSEGUI!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Carrocel de emoções #2

Passei à fase seguinte no processo de recrutamento. Entrevista com o Big Boss e restante comitiva na sexta. Ó pá, era tão bom que desse certo! Só assim naquela de me fazer acreditar que afinal as coisas até podem correr bem, que as oportunidades sempre existem e temos de ser persistentes, nunca baixar os braços e continuar a mandar emails. Que desta vez vai correr ainda melhor e vou conseguir a vaga. Eu sei que o Natal já passou, mas eu ainda acredito em ti... Vá lá... Faz magia acontecer, sim?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Carrocel de emoções

Nos últimos 3 dias fui chamada para uma entrevista de emprego. Andei a fugir a um carro que capotou várias vezes à minha frente. Tenho uma casa novamente para alugar e para reconstruir (e um prejuízo para cima de uma pipa de massa). Se há coisa que eu definitivamente não me posso queixar é de monotonia na minha vida.