terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Bem-vindos ao Terceiro Mundo

Quando faltam pensos, pilhas para os instrumentos de medição e não há disponíveis vacinas do plano nacional de vacinação, nem tão pouco sabem quando as voltam a ter, algo vai muito mal no reino de Portugal. Mas o povo é sereno, o Cristiano Ronaldo é o maior e isso é que é importante.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Descobrir a pólvora

Desde que fiquei no desemprego que têm sido inúmeros os currículos que enviei. E destes apenas uma parte residual teve resposta. O que eu acho deveras curioso é a opção que algumas empresas encontram para descobrirem o candidato ideal. Lançam o desafio de lhes enviarmos uma ideia fabulástica que alicerce o porquê de sermos uma mais-valia na empresa, uma ideia de negócio, com o respectivo retorno económico e depois logo avaliam o potencial do candidato. Eu até gosto de ser desafiada e colocar os neurónios a trabalhar mas quando isto começa a ser o modus operandi normal em processos de recrutamento, começa a cheirar a esturro. Primeiro porque ninguém me garante que, tendo uma boa ideia, esta não será aproveitada pela empresa sem que o candidato seja efectivamente integrado no projecto. E depois apenas mostra que nesta altura de crise vale quase tudo, naquilo que me parece ser cada vez mais uma exploração de quem está nesta situação. Ou seja, quer-me cá parecer que estas novas empresas que aparecem e que se dizem muito inovadoras na realidade vão buscar muita da inovação que apregoam às ideias que pedem nos processos de recrutamento. Se 20 candidatos responderem ao desafio e mostrarem 20 ideias com retorno económico, uma empresa que tem apenas o conceito geral se calhar até consegue ir longe. Se calhar consegue ir mesmo muito longe. Apenas tenho as minhas dúvidas se os 20 candidatos terão a mesma sorte.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dias assim

Não consigo parar quieta. Imagino vezes sem conta como estará a correr. Abro o meu e-mail várias vezes, tantas quantas o fecho logo de seguida. Gostava de acreditar que irá correr tudo da melhor maneira. Que esta teia de coincidências não terminou aqui, hoje, algures numa sala de reuniões. Porque queria continuar a acreditar que as coisas boas acontecem mesmo. Sobretudo aquelas que não planeamos, mas que ainda assim desejámos, muito, que acontecessem. Hoje é um dia lento. Um dia que demora a girar. A acontecer. E eu queria tanto que acontecesse…

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nesta época de partilha…

Gostava de partilhar que o meu estendal não faz parte dos cabazes de Natal que nesta altura é costume oferecer. Hoje foram dois boxers. Ontem foram dois pares de meias. Na semana passada uns calções No mês passado uns ténis e em Outubro umas botas. Isto que eu tenha dado conta. Bem sei que têm tido o cuidado de deixar as molas no cesto respectivo, arrumam o estendal e até quando as meias não fazem par as deixam penduradas noutro sítio qualquer. Temos de ser uns para os outros é verdade, mas agradecia que, de futuro, deixassem de me visitar o pátio e procurassem as instituições competentes, onde por sinal até vou, de vez em quando, deixar roupa. É que já perdi conta às meias desirmanadas e os calções que levaram até já estavam remendados. Bem sei que é de noite e a luz não ajuda, mas sinceramente, isto não é a casa da mãe Joana. Como eu não pretendo andar sempre a ver se tenho amigos da roupa alheia no pátio, informo que doravante não vão encontrar mais roupa estendida. Adeus estendal. Olá máquina de secar!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Vão-se os bons

Pensava que tínhamos mais tempo. Que ainda não tinha chegado o fim da linha. Por isso não me despedi de ti. Mas isso é mentira… A verdade é que não sabia o que te dizer e não conseguia compreender o que dizias. Desculpa. Mas o que sempre te quis dizer, disse-o à cerca de 12 anos atrás, lavada em lágrimas. Foi talvez a maior descarga emocional que tive na vida, nem sei explicar bem porquê. Nessa altura abracei-vos com muita força, convicta que poucos seriam os momentos na minha vida em que me sentiria assim. Em que vos sentiria assim. E a única coisa que me consola é que pelo menos uma vez na vida te disse o quão importante eras para mim.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A tempestade perfeita

Continue-se a construir em leito de cheia. Não cortar as canas nem desentupir as sargetas e caleiras. Não reflorestar. Depois é só juntar uma ou duas horas de chuva intensa, como seja aquela que resulta da formação de uma gota de ar frio logo ali a seguir ao Verão, quando as temperaturas ainda estão elevadas e as massas de ar conseguem absorver muito mais água, e se vier de sudoeste então, melhor ainda. Preferencialmente que esta situação seja coincidente com a preia-mar e ocorra em zonas densamente impermeabilizadas et voilá. Já está! Não é assim tão difícil, pois não?

A tempestade quase perfeita

Estragares a fechadura da porta da entrada que dá diretamente para a rua num dia em que chove a potes. Valha-me a habilidade do Ti Vicente e uma esfregona. Salve-se o parquet e cure-se a constipação. Ai, o Outono, essa estação tão bonita…

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Back to life, back to reality…

Era bom, mas acabou-se. Volto à minha sina de desempregada… optimismo precisa-se. E muito.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Aluga-se

Puto com dois anos para fazer de sirene em dias de nevoeiro. Nos dias limpos, também é útil para estabelecer um perímetro razoável de segurança em relação aos chapéus limítrofes. Volume ajustável consoante o défice de sono. Baterias com autonomia de 3 horas aproximadamente. Também é bastante útil para a prática de exercício físico, sobretudo as ligadas ao atletismo (com destaque para as modalidades de velocidade e 200m obstáculos) e natação (saltos para a água). Não necessita de mais apetrechos nem brinquedos, basta haver areal para correr. Eficácia comprovada, limitada às primeiras horas da manhã e ao fim da tarde (horário não negociável).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cuidado!

Anda uma pessoa a contar trocos e fazer malabarismos com as contas para não deixar nada a descoberto, e puxa daqui e estica de lá, paga para a semana e espera (e desespera) pelo reembolso do IRS, pelo pagamento de honorários e tudo e tudo e tudo, e aos depois todos resolvem fazer as transferências no mesmo dia. Uma pessoa, habituada a fazer vida de pobre, (ou melhor de ralé mesmo, que nem à Comporta vou) vai ao multibanco vê o disparate de dinheiro que lá está e quase que lhe dá um piripaque. E ainda não crente que aquilo é seu, ainda desconfia que se engaram na conta e que aquele dinheiro foi ali parar por engano. Ai senhores, que agora é que vai ser! Vou já ver quanto custa o passe para a Ericeira, limpar a geleira e por umas mines no frigorífico, que diz que as praias são boas por causa do iodo e o rapaz, coitado, ainda nem estreou os calções comprados nos saldos.

(está oficialmente aberta a época do disparate)