segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Já chega

De frio, obrigada.
Já deu para tiritar um pouco, vestir as camisolas mais grossas, os casacos mais felpudos, encher a casa com o aroma a lenha e pinhas, tirar o gelo do vidro do carro, ganhar frieiras, e tudo o mais que acompanha o pacote. Agora, se faz favor, passemos a um Inverno normal: um pouco de chuva (de preferência só à noite, para não atrapalhar o trânsito e a logística matinal) e menos frio, sim?

Agradecida

(carta aberta ao S.Pedro)























Daqui

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Show me the place

Por vezes sou tocada pela beleza da simplicidade. Perco as palavras, a noção do tempo e começo a percorrer o espaço entre as coisas.
Hoje esta música tomou conta de mim. Parei o que estava a fazer e dei-lhe a minha total atenção enquanto tocava. À medida que sua voz me aconchegava a alma, um longo arrepio percorria o meu ser. Pousei a caneta. Fechei os olhos e deixei que este senhor me mostrasse o que é ser magistral, o que é aliar a melodia à beleza da palavra.
Hoje apaixonei-me outra vez.
Obrigada, Mr. Cohen, muito obrigada.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Esta coisa chamada pobreza

Enquanto a pobreza faz parte do teu quotidiano apenas por aquilo que vês nos órgãos de comunicação social, a coisa vai andando. Fala-se nela, mas não se sente. Não mais do que antes, pelo menos. A coisa torna-se mais complicada quando nos entra pela caixa de e-mail a dentro e reconhecemos o remetente. O mesmo remetente que até não há muito tempo atrás tinha uma vida igual à tua, mas que o desemprego e os salários em atraso rapidamente atiraram para esta coisa chamada pobreza. Não pede dinheiro, não pede palmadinhas nas costas, nem tão pouco pratica a pieguice, apenas e somente pede roupa para os filhos. Apenas isso. Na primeira pessoa. Sem rodeios ou auto-comiseração. Hoje, esta coisa chamada pobreza entrou pela minha vida a dentro.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Aquele não sei o quê

Há pessoas pelas quais, por mais que queira, não consigo sentir empatia. Os anos passam, as pessoas reinventam-se e esta falta de empatia resiste ao passar do tempo, tornando-se na areia fina que subtilmente incomoda a convivência.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Crónica de uma morte anunciada

Pior do que não saber para onde se vai é não saber para onde se quer ir.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

(parêntesis)

Apetece-me sentir o pulsar da vida, o som dos outros ao longe. Olhar para o azul com que vestes a meu ser e deixar-me cair na preguiça de uma tarde de Verão.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ensaios de gente

Fechas os olhos com muita força enquanto ensaias umas gargalhadas bem sonoras. Manténs essa expressão por algum tempo enquanto tentas em vão abraçar o vento. De braços estendidos. Mãos abertas e dedos esticados. Olhos fechados. Um sorriso aberto, feliz, ingénuo. Soltas umas palavras que ninguém entende mas a julgar pela tua expressão são de contentamento. Até que finalmente chego até ti e te abraço. Sinto os teus braços em torno no meu pescoço que com força apertas. E assim ficas, num dos raros momentos em que resolves dar tréguas aos bichinhos carpinteiros que contigo brincam todos os dias. Ficas assim por uns instantes apenas, suspenso no meu abraço, a tua cara no meu ombro. Olhos fechados. O mesmo sorriso feliz e ingénuo. E eu dou por mim a ser embalada por ti, pela cantilena que vais cantando e que ninguém compreende e a pensar nestes pequenos nadas que são afinal tudo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Oeste nada de novo

As mesmas pessoas. A mesma mentalidade. O mundo lá fora avança. Discutem-se ideias, ouvem-se vozes contrárias. E às vezes até se muda de opinião. Mas aqui não há espaço para tal. São as mesmas pessoas que moldam as mentalidades, esculpidas à luz de uma sociedade familiar. Desconfiam do novo, sobretudo se não vier embrulhado na segurança do conhecimento habitual.

A Oeste nada de novo portanto.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não percebo

Como é que alguém cai acidentalmente num bote?