quarta-feira, 11 de outubro de 2017

E o cú lavadinho com água de malvas?

Está instituído, ainda que de forma dissimulada, que todo e qualquer desempregado, das duas, uma:
a) é um malandro que só pensa em coçar a micose;
ou
b) está obviamente e sem hesitação pronto para ludibriar o sistema aka trabalhar por fora, enquanto recebe o subsídio.

Assumindo-se isto, propõe-se à tromba estendida que se trabalhe sendo ressarcido apenas das despesas (contra reembolso de fatura) enquanto se continua a receber de o subsidio, sob a promessa de uma posterior integração (a recibos verdes, obviamente) para valores próximos do salário mínimo nacional.

E assim vamos todos, uns felizes e contentes porque acham que estão a proporcionar oportunidades de trabalho incríveis e se um desempregado não quer é porque obviamente é um malandro que só pensa é andar na boa vida, e outros a achar que isto está a melhorar mas é o caralho que a chulice e a falta de vergonha na cara continuam na mesma.

(sim, eu estou empregada, mas o gaijo não, e estas merdas dão-me cabo da compostura).

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Coisas que não percebo

Qual a necessidade de ao fim do terceiro dia de aulas da primeira classe (ou do primeiro ano como agora lhe chamam) a professora mandar TTC (tempo de trabalho em casa aka TPC) tooooooooooooodos os dias. Estamos com uma semana de aulas e tirando os dois primeiros dias, temos sempre festa. Eu até compreendo a utilidade de reforçar em casa, através de trabalhos, alguma matéria que necessite de ser consolidada. Mas, caramba, estamos a falar de miúdos de 6 anos que mal conseguem ainda segurar um lápis como deve de ser. Um dia inteiro a praticar "i" deveria ser suficiente nesta fase, não? Já para não falar que na primeira ficha ser pedido para escreverem o nome COMPLETO. Hello!!! E eu que pensava que eles iam para a primeira classe para aprenderem, pasme-se, a escrever. A sério, o que me está aqui a falhar? É suposto os putos na pré adquirirem as competências da primeira classe? já saberem ler e escrever e fazer contas de multiplicar e dividir? A continuar assim vou ter um génio: lá para o 12º estará apto a fazer um doutoramento.

Cheira-me que este vai ser um ano escolar tão, mas tão divertido e relaxante.


domingo, 10 de setembro de 2017

Momento UAU!

Aquele em que descobres que és citada e que te dão os devidos créditos.
Ok, não é em publicações de referência, mas ainda assim dá gosto pensar que alguém, para além do júri, se deu ao trabalho não só de ler aquilo tudo como até achou relevante.

(as coisas que eu descubro quando pesquiso o meu nome no google)

Daquelas certezas que nos aparecem poucas vezes na vida

Hoje fui uma das guias num determinado evento. A páginas tantas tive mais de 100 pessoas atrás de mim e um grande medo de me enganar no caminho. Nervos q.b. Garganta seca e uma sede que água nenhuma conseguiu matar. Cheiro a mosto no ar. Histórias de vida e pedaços de história contadas com o orgulho de quem as ouviu tantas outras vezes. Cansaço (tanto!). Sorrisos. Gargalhadas.Vistas fantásticas. Serenidade.Vinha a perder de vista. Regressar a casa de alma cheia. E uma grande certeza. É isto que me faz feliz. O meu caminho vai fazer-se por aqui também.

sábado, 12 de agosto de 2017

As conquilhas e eu

Então, Anna Blue, que contas tu? Pois que a vida me corre bem, mas se calhar é mais prudente falar baixinho, para não atrair o mau agoiro, sobretudo agora que se respira um pouco de alívio. Corre-me bem porque estou a adorar este meu novo trabalho, creio mesmo que foi preciso andar uma vida inteira às voltas para chegar até aqui. Gosto do que faço, gosto das pessoas, gosto do ambiente, estou a aprender imenso, dão-me rédea solta para crescer profissionalmente, sem medo de falhar ou de ter hesitações, e ainda por cima estou ao lado de casa. Sinceramente, se há uns tempos atrás me dissessem que isto me ia acontecer, eu não acreditaria. Mas parece que sim, que nem sempre o Diabo está atrás da porta. Agora é tempo para, a pouco e pouco, ir continuando outros projectos que ficaram temporariamente em stand by, porque a vida dá demasiadas voltas para se ter algo como garantido. Hoje, estou aqui. Amanhã não sei. É um bocado como as conquilhas*. 

* silly season mode on.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

E que tal agora?

Cravaram-me para escolher umas músicas para colocar nuns vídeos, coisa para se ir fazendo nas calmas, sem stress. Acontece que uma pessoa se põe a ouvir música que já não ouvia há muito e depois começa a ir picando aqui e ali, e não tarda nada já está a ouvir albuns inteiros que já não ouvia há c'anos (abençoadinho youtube) e depois quando dá por si é já madrugada adentro. Claro que o facto de amanhã ser o primeiro dia de trabalho é apenas mera coincidência, afinal eu só tenho até Setembro para ter a lista pronta.

A idade trouxe-me muita coisa, mas sono na véspera de começar um novo trabalho não foi uma delas...

terça-feira, 4 de julho de 2017

Eu bem digo que a vida me é irónica #2

Quais são as probabilidades de:
a) Entregar um CV (por descargo de consciência) às 20h00 do último dia útil de candidatura, que por acaso é uma sexta-feira. Ser chamada para uma entrevista para as 10h00 do dia seguinte (sábado) e saber que fiquei com o lugar às 12h00 de segunda-feira?
b) Ser um emprego perto de casa (dá para ir a pé, caraças!)
c) Ser-me dada toda a liberdade para continuar a amamentar
d) Regressar a uma área onde já fui muito feliz (formação)
e) ter o senhor meu marido arranjado emprego também no mesmo fim de semana, na área que agora pretende seguir e que está completamente alinhada com o salto que pretendemos dar.
f) serem empregos para entidades diferentes mas em que ambas se complementam entre si.
g) serem o resultado de uma série de coincidências que começaram com um vislumbre de qualquer coisa assim que iniciamos as diligências para nos lançarmos.

É incrível o poder dos astros quando se alinham...

Claro que meia dúzia de horas depois o pc estoirou e perdemos o disco (e grande parte de uma vida em fotografias, coisa que ainda estou a digerir, sobretudo porque ainda não tinha feito backup das fotos do benjamim da família), só naquela para nos lembrar que devemos continuar com os pés assentes na terra...

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Teimosia, preguiça ou a vã glória de tentar

Uma pessoa é basicamente um reservatório de leite ambulante e tem, por isso mesmo, de andar com um pequeno buda de 7 kg atrás*. Essa mesma pessoa sabe a trabalheira que dá tirar o carrinho da bagageira do carro, tirar o ovo e colocá-lo no carrinho e depois repetir o processo inverso para entrar no carro. E essa pessoa sabe também que vai passar o dia a entrar e sair do carro e que de uma forma geral o nosso ambiente urbano não está preparado para carrinhos de bébes e cadeiras de rodas. De maneiras que essa mesma pessoa acha que se vai chatear menos se acartar com o ovo do que andar a fazer gincanas pelos passeios e andar a carregar com o carrinho e o ovo pelas escadas (porque apesar de tudo a maior parte dos edificios continua a não ter rampas de acesso e elevadores operacionais).
E uma pessoa, a mesma pessoa que teve esta sequência de ideias geniais, acorda no dia seguinte sem perceber porque carga d'água mal se consegue mexer, que não há movimento que não resulte em dor em algum músculo. 

*Sim, existem outras opções mas uma pessoa é teimosa e não pretende que esta amostra de gente se confunda com biberons e mantém a teima de que consegue continuar a fazer tudo à mesma. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sem título

Nada vou acrescentar ao que já foi dito sobre esta tragédia de Pedrogão Grande. Apenas que, tal como tantas outras pessoas, eu já fiz aquela estrada, num programa familiar, numa tarde de Verão. E, por muito que eu queira, que quero, não consigo esquecer aquela família de Sacavém, isto não me sai da cabeça. Eu sei que a psicologia explica, que as hormonas que ainda andam aqui aos saltos e tudo mais, mas não consigo esquecer.
Não consigo.
A única coisa que me apazigua na mesma medida que me consome são os longos abraços que dou aos meus filhos.

sábado, 20 de maio de 2017

About October

Quero muito. Tenho uma série de circunstâncias que me podem impedir de ir, sobretudo uma cirurgia que me vai atirar para modo "repouso absoluto" durante cerca de 2 semanas por volta dessa altura. Mas depois tenho o dedo ali bem perto do click de "comprar" e estou assim de carregar. Ainda por cima já tenho companhia da boa e tudo... 


(The National - About Today)